A estrutura de coleta de lixo é um dos principais indicadores da qualidade de vida urbana. Cidades que investem em sistemas eficientes colhem benefícios em saúde pública, sustentabilidade e até turismo. O Brasil possui exemplos inspiradores de gestão de resíduos que servem de modelo para todo o país.
Conhecer essas experiências ajuda gestores públicos e cidadãos a cobrarem melhorias e adotarem boas práticas. A estrutura de coleta de lixo dessas cidades mostra que é possível aliar tecnologia, inclusão social e responsabilidade ambiental. Acompanhe!
Confira 9 cidades brasileiras que são exemplos com sua estrutura de coleta de lixo
Curitiba (PR) – Pioneirismo e programas inovadores
Curitiba é referência mundial em gestão de resíduos desde os anos 1980. O programa “Lixo Que Não é Lixo” implantou a coleta seletiva porta a porta, separando recicláveis de orgânicos. Outra iniciativa de sucesso é o “Câmbio Verde”, que troca materiais recicláveis por alimentos frescos em regiões de difícil acesso.
Com o aumento do volume de descarte nas áreas urbanas, municípios reforçaram a infraestrutura de coleta. Em locais de grande circulação, a lixeira 1000 litros tem sido utilizada para concentrar resíduos até a retirada.
Santos (SP) – PPP moderna e frota elétrica
Santos implantou em 2025 uma parceria público-privada com investimento de R$ 740 milhões em 30 anos. A cidade dobrou o número de contentores, passando de 3.600 para 7 mil unidades, e utiliza caminhões elétricos na frota. O aplicativo “Conecta Terra Santos” permite acompanhar as coletas em tempo real.
A estrutura de coleta de lixo de Santos inclui ainda dois ecoboats que recolhem detritos flutuantes nos rios e mangues. A meta é elevar a reciclagem dos atuais 14% para 50% dos resíduos domiciliares.
Vitória (ES) – Terceira cidade mais limpa do Brasil
Pesquisa do Instituto Veritá apontou Vitória como a terceira cidade mais limpa do país. A Central de Serviços recolhe em média 10 mil toneladas de lixo úmido por mês, com destinação adequada ao aterro sanitário. Entre 2021 e 2025, foram coletadas mais de 12,7 mil toneladas de recicláveis.
A estrutura de coleta de lixo da capital capixaba conta com Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) e o aplicativo Zap Lixo Zero para fiscalização. Parcerias com cooperativas fortalecem a inclusão social dos catadores.
Porto Alegre (RS) – Contêineres inteligentes em teste
A capital gaúcha iniciou projeto-piloto com 450 contêineres exclusivos para recicláveis em bairros centrais. Os equipamentos têm abertura do tipo boca-de-lobo, que impede descarte inadequado de volumes grandes. A população pode registrar demandas por aplicativo com QR Code nos coletores.
A estrutura de coleta de lixo de Porto Alegre prevê substituição gradual dos 2.050 contêineres antigos por modelos mais eficientes. Equipes de educação ambiental atuam para sensibilizar a população sobre o uso correto.
Tatuí (SP) – Expansão da coleta com containers
A Prefeitura de Tatuí instalou 80 novos containers com capacidade para 450 quilos cada um. A ação abrangeu região central e bairros como Vila Angélica e Jardim Juliana. Outros 270 equipamentos estão previstos para ampliar ainda mais a cobertura.
A estrutura de coleta de lixo da cidade conta com quatro Ecopontos e uma Central de Resíduos para materiais especiais. Sofás, eletrônicos, pneus e óleo de cozinha têm destinação adequada nesses locais.
Tubarão (SC) – Lixeiras subterrâneas de alta tecnologia
Tubarão foi a segunda cidade do Brasil a ter projeto aprovado na Lei de Incentivo à Reciclagem. O programa “Cidade Limpa” prevê instalação de lixeiras subterrâneas inteligentes com monitoramento em tempo real. Os equipamentos separam recicláveis de orgânicos e têm acionamento hidráulico.
A estrutura de coleta de lixo inovadora recebeu investimento de R$ 1,75 milhão e será executada em 12 meses. A tecnologia elimina lixeiras ao ar livre e reduz custos operacionais.
Florianópolis (SC) – Coleta em áreas insulares
A capital catarinense desenvolveu soluções específicas para atender comunidades em ilhas e regiões de difícil acesso. Pontos de entrega voluntária estrategicamente localizados facilitam o descarte correto. A estrutura de coleta de lixo adaptada à geografia local é exemplo para cidades com desafios semelhantes.
Programas de educação ambiental envolvem pescadores e comunidades tradicionais na preservação dos ecossistemas marinhos. O lixo recolhido nas praias tem destinação adequada e vira estatística para políticas públicas.
Belo Horizonte (MG) – Ecopontos integrados à cidade
A capital mineira consolidou uma rede de ecopontos que recebem desde entulho até móveis velhos e eletrônicos. A estrutura de coleta de lixo conta com unidades fixas e volantes espalhadas por todas as regionais. O aplicativo “PBH APP” permite consultar endereços e horários de funcionamento.
Parcerias com cooperativas garantem que os recicláveis sejam aproveitados e gerem renda para catadores. A população participa ativamente da fiscalização contra descarte irregular.
São Paulo (SP) – Central de triagem mecanizada de grande porte
A maior cidade do país investiu em centrais mecanizadas que processam toneladas de resíduos por hora. Esteiras automáticas e separadores ópticos aumentam a eficiência da reciclagem. A estrutura de coleta de lixo paulistana inclui programas de compostagem em larga escala.
Ecopontos espalhados por todas as zonas facilitam o descarte correto de materiais volumosos. A tecnologia de ponta convive com ações de inclusão social das cooperativas de catadores. Até a próxima!
